No prefácio da versão impressa da partitura e no programa do concerto, Rimsky-Korsakov sumarizou a história base da sua suíte: “O sultão Shahriar, convencido da falsidade e inconstância de todas as mulheres, fez o juramento de que iria condenar à morte cada uma das suas esposas, após a primeira noite. Contudo, a sultana Scheherazade salvou a própria vida ao despertar o interesse do marido nos contos que narrou durante mil e uma noites. Levado pela curiosidade, o sultão adiou a execução dia após dia e, por fim, abandonou o sanguinário enredo.” 2
O compositor prefere pensar nesta obra como uma “suíte orquestral em quatro andamentos, intimamente tecidos por uma comunhão de temas e motivos, ainda apresentando, por assim dizer, um caleidoscópio de imagens de contos de fadas e retratos das personagens orientais.” 3